ANO 2021

(Pedro Gaban Petindá Moreira. Ex-estagiário de Artes Cências do IFMG – Campus Ouro Preto).

“Participar do Grupo de Trabalho da Agenda de Enfrentamento da COVID-19 foi de muita importância na minha formação profissional enquanto estagiário do IFMG, principalmente no que tange à educação mediada pelas novas tecnologias. Sou licenciando em Artes Cênicas e através das experiências que vivi em contato com demais membros da Agenda e plataformas de transmissão, como o Stream Yard, adquiri conhecimento que foi utilizado em outros âmbitos da minha vida profissional, principalmente em eventos voltados para a Educação. Para além disso, avalio que o espaço da Agenda é muito construtivo no que se refere à uma rotina de trabalho coletivo e organização de eventos, especialmente os virtuais. Ainda não havia experienciado algo parecido em minha trajetória acadêmica, e foi na Agenda que aprendi estratégias de organização que me auxiliaram a manter a rotina de demandas do GT. Por fim, como técnico de muitas das transmissões que aconteceram este ano, tive a oportunidade de me aproximar de áreas de conhecimento que nunca havia imaginado que me despertariam interesse. Por este motivo, acredito que a Agenda seja um lugar que reserva em si um potencial formativo e de trocas de ideias muito construtivo e frutífero.”


“O Grupo de Trabalho (GT) da Agenda de Enfrentamento da Pandemia COVID19 do campus Ouro Preto nasceu em abril de 2020, praticamente um mês após o início da pandemia e, consequentemente, da paralização das aulas. Ele surgiu dentro da DE do IFMG-OP num período em que as dúvidas eram muitas e as perspectivas positivas e respostas eram poucas. Assim, ele foi concebido com um objetivo duplo: primeiramente, a manutenção do vínculo de toda a comunidade do IF com o próprio, de modo que as pessoas, na medida do possível, se sentissem conectadas e, em segundo lugar, gerar e levar conteúdo e entretenimento cultural de qualidade para essa comunidade.

Eu fui o primeiro coordenador desse GT e me orgulho bastante do trabalho que fizemos. Vale ressaltar que para além dos objetivos descritos acima, desde sua criação e durante todo o ano de 2020, nós também atuamos como uma bengala para todos os eventos do IFMG-OP. Com a estrutura de trabalho robusta que criamos no que tange às ferramentas utilizadas e recursos humanos, fomos essenciais em eventos de grande importância da instituição como Semana de Ciência de Tecnologia de 2020, Semana da Cultura Afro-Brasileira e Africana, Mostras, Reuniões com os pais dos(as) estudantes, Semanas de Acolhimento, … 

Enfim, hoje, com mais de um ano de trabalho, são mais de 30 temáticas trabalhadas e sempre com muito carinho e atenção. A vontade é que este GT, que atualmente está registrado como uma ação de extensão, possa ser elevado à categoria de Projeto de Extensão, pois percebemos que seu alcance extrapola as pessoas da comunidade do nosso campus; os conteúdos são voltados a toda comunidade ouropretana em geral.

Eu só tenho que agradecer a todas as pessoas que constituíram o GT e as que ainda o constituem. Os laços criados, as alegrias, desesperos e gargalhadas trocadas. Como um dos membros do grupo uma vez disse, as reuniões do GT da Agenda passou a ser uma terapia que manteve a mente sã. Gratidão!

 (Gustavo Arrighi Ferrari. Professor do Curso de Física do IFMG – Campus Ouro Preto. Ex-coordenador da Agenda de Enfrentamento da Pandemia COVID-19).  

Felipe Gonzaga Batista Rodrigues. Ex- discente do Curso Técnico de Administração do IFMG – Campus Ouro Preto.

“Durante o ano de 2020, todo o mundo se viu em uma posição de vulnerabilidade diante das limitações apresentadas pela pandemia do COVID-19. Obviamente, cada ciclo ou grupo vai acreditar que, entre os demais, foi o mais prejudicado durante o isolamento social. Porém sem sombra de dúvidas, no Brasil, uma das classes que teve mais impactos negativos foi a dos estudantes. Em meio à falta de recursos, cortes de verba, desinformação e despreparo, por parte não só dos alunos, como também dos professores, o IFMG – Campus Ouro Preto conseguiu contornar alguns obstáculos de uma quarentena que, de início duraria apenas 15 dias. Antes mesmo de se pensar no Ensino Remoto, uma equipe trabalhou duro para criar a “Agenda de Enfrentamento”, um canal no Youtube com o intuito de, segundo a própria descrição da plataforma, “discutir as questões que nos desafiam neste momento único da história da humanidade”. A partir do mês de abril de 2020, a cada semana, lives vêm sido transmitidas com discussões sobre assuntos variados. O canal se mostra como um importante veículo de comunicação para aqueles que o acompanham, uma vez ele que vai muito além de só compartilhar informações pedagógicas, como muitos imaginam ser seu papel. Tendo seu público majoritariamente composto por adolescentes, a agenda se prova mais que necessária ao falar sobre temas como: ansiedade, depressão, vestibulares, entretenimento em casa, a comunidade LGBTQIA+, racismo e a cultura do cancelamento. A dedicação dos membros do projeto e a qualidade das informações compartilhadas pelos convidados são os elementos que tornam cada live especial. Eu tive a oportunidade de participar diretamente de 4 dessas transmissões, fora as que eu apenas assisti, e posso dizer que a agenda causa um grande impacto nas pessoas. Ela proporciona conhecimentos novos, desconstrução pessoal e desenvolvimento de empatia, isso tudo através de uma tela conectada à internet, em um mundo que, ironicamente precisou se afastar para ficar mais próximo.”


“A formação e consolidação de um grupo diverso e participativo, emergente em um contexto de precariedades, inseguranças e ameaças, como tem sido este da Agenda de Agenda de Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, certamente beneficia o fortalecimento do capital social de seus participantes. O grupo se dispôs a enfrentar os desafios deste contexto pandêmico hostil com proposta de identidade coletiva, organização horizontal, multissetorial e multidisciplinar, oportunidades para diversos segmentos da comunidade acadêmica, ouvindo e dando voz a diferentes expressões e formas de existência”.

Ana Elisa Costa Novais. Professora de Língua Portuguesa. Ex-Diretora de Ensino do IFMG – Campus Ouro Preto.

Lane Mabel  – Cine Vila Rica

“CINE IF (no sofá)! Uma parceria que integra e entrega cultura e formação cidadã. Nestes tempos adversos, em que a casa é tudo, em o que o sofá é necessário, a parceria entre o Cine Vila Rica e o IFMG é uma extensão do entretenimento, da informação e da cultura. A UFOP e o IFMG sendo presença, mesmo que distante para você, mesmo em casa, conectar com a cultura e o lazer em tempos em que a arte é um alento para seguir cuidando de nós e acreditando que isso também vai passar”.


ANO 2022

Ana Elisa Costa Novais, docente da área de Língua Portuguesa do IFMG – Campus Ouro Preto, ex- diretora de ensino do IFMG – Campus Ouro Preto e integrante da Equipe da Agenda.

A pandemia da COVID-19 transformou a insegurança em norma, e o cenário educacional foi impactado em muitas dimensões. Comunidades escolares suspenderam suas atividades presenciais, com uma previsão inicial de retorno em poucas semanas. Esta fase inicial foi marcada por um primeiro conjunto de assimetrias, evidências do início de um novo ciclo de precariedades. Parte das escolas, principalmente as instituições privadas, rapidamente transpuseram suas atividades para as plataformas digitais, enquanto outras, principalmente as públicas, viveram momentos difíceis de indefinição, incerteza e angústia. A cada notícia de agravamento do cenário pandêmico, e a extensão da necessidade de manutenção do isolamento social, muitas e profundas discussões se iniciaram, sobre as formas de existência e permanência dos vínculos educacionais, tão essenciais para grande parte das alunas e alunos das instituições públicas do Brasil.

No IFMG campus Ouro Preto, as primeiras discussões e ações estiveram focadas na necessidade de manutenção do vínculo educacional. Neste contexto, surgiram iniciativas diversas, como a divulgação de vídeos curtos com mensagens dos profissionais do campus (docentes, equipe técnica e direção) aos alunos, passando por envio de atividades extracurriculares, até a intensa e necessária discussão sobre quais conhecimentos eram essenciais e precisam ser mobilizados na comunidade acadêmica.

Vínculo, combate à desinformação e mobilização dos conhecimentos e conteúdos curriculares foram os principais princípios que incentivaram a criação da Agenda de Enfrentamento à COVID-19. A equipe da Diretoria de Ensino, em diálogo com docentes e corpo técnico, formalizou então uma comissão para organizar ações que pudessem atender a essas demandas iniciais de nossa comunidade. 

Com a equipe formada, começamos a pensar em uma rotina semanal de atividades. Às segundas-feiras, circularia uma newsletter, com temas sugeridos pela comunidade escolar. Na terça, materiais extracurriculares elaborados pelos professores eram enviados aos alunos. Na quarta-feira seriam realizadas as transmissões ao vivo, que aconteceram primeiro no Instagram, e depois passaram a ser realizadas no canal do Youtube do IFMG campus Ouro Preto. Quinta-feira seriam divulgados conteúdos relacionados a saúde mental e cuidados importantes para lidar com a pandemia e evitar a disseminação do vírus. Na sexta, seriam divulgadas dicas culturais em conteúdos digitais. Participaram deste primeiro grupo docentes, técnicos ligados à Área Pedagógica, ao Setor de Comunicação, e estagiários ligados ao gabinete do campus. 

A transição da Agenda, neste formato original, para o formato extensionista, reforça sua natureza e foco no diálogo com a comunidade, que vem se consolidando ao longo dos anos. Ainda vivemos e convivemos com a pandemia da Covid-19, e precisamos nos manter alertas para que novos ciclos não agravem novamente os casos, e para que a vacinação continue sendo uma grande aliada.


Eu conheci a Agenda de Enfretamento a COVID-19 por meio do ARTEculando Ideias, sempre havia uma dica interessante de filme ou livro sobre temas do meu cotidiano. Então quando o grupo convidou a comunidade externa para participar da Agenda, não pensei duas vezes e fui conhecer o projeto. A minha primeira colaboração foi na temática “A vacina chegou. E agora?”. Naquele momento da pandemia a palavra vacina era o termo mais falado, aguardado e sinônimo de dias melhores. E na reunião com os membros da Agenda, era visível a preocupação de como esse tema seria abordado para a comunidade. Quem seria o palestrante, quem ficaria responsável pelo ARTEculando ideias e o Fique Ligado, como o CINE IF poderia contribuir, e como a Live seria conduzida. E havia sempre o cuidado de como essas informações chegariam, uma vez que, nas redes sociais, não se tem a dimensão para quem ou como o conteúdo chega. As reuniões aconteciam e novos temas chegavam ora demanda do campus, ora demanda de assuntos do dia- a- dia. E o empenho e a preocupação dos membros era sempre em como trabalhar o assunto e não o tornar chato ou maçante para o público. Parece fácil, mas não é. E assim, as reuniões caminharam durante todo o ano de 2021 e, mesmo não estando presente desde o início da Agenda, eu amadureci junto com ela. O fato de pensar em uma temática, discuti-la, saber escutar a opinião do outro e unificar ideias mostra a importância da Agenda diante do público e dos seus membros. E essa importância, fez com que a Agenda de Enfrentamento da COVID-19, mudasse de uma ação de extensão para um projeto de extensão. Afinal, outros questionamentos e anseios nos acompanham e nada melhor que a Agenda para nos dar a mão nessa caminhada.

Camila Cavadas Barbosa, discente do curso de Doutorado em Ciências Biológicas da UFOP e integrante voluntária da Agenda.

ANO 2023

Vicenzo Dorneles – Ex – Bolsista da Agenda de Enfrentamento da Pandemia COVID-19

Participar do projeto foi uma experiência elevada, tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. O contato com excelentes mentores e colaboradores me ofereceram conhecimentos e aprendizados que irão acompanhar minha trajetória. Me sinto agradecido de ter participado de um projeto tão importante e construtivo, cuja realização foi possibilitada pelo empenho e engajamento de uma equipe coesa e engajada, aos quais guardo minha admiração.


A minha experiência com a oficina de Produção de Audiografias foi muito proveitosa, como professor e como participante da comunidade de Ouro Preto. O evento repercutiu na cidade, pois teve a participação de estudantes do curso de Geografia e de estudantes de outros cursos do IFMG. Alguns deles estão estagiando nas escolas e estão pensando em inserir, nas suas práticas pedagógicas, a produção de programas de rádio e audiografias, o que me deixou muito feliz. Portanto, agradeço à Agenda de Enfrentamento da Pandemia Covid-19 pela oportunidade. Que venham outros.

Luiz Otávio Correa – Professor Substituto IFMG – Campus Ouro Preto – Área DECHISA. Ministrou a Oficina de Produção de Audiografias: possibilidades e desafios no desenvolvimento de arquivos sonoros no ensino fundamental, médio e superior